Por que esses textos continuam lá
Tirar Os anjos do acervo apagaria a prova de como um salão do Rio ria do assunto em 1897. Por isso todo clássico do Literatok abre com um aviso:
“Este texto foi escrito em outro tempo e pode trazer ideias, palavras e preconceitos daquela época ou de quem o escreveu. Elas não representam a equipe do Literatok, que não endossa nem compactua com essas visões.”
Este estudo completa o aviso. Ele diz onde está o preconceito, de que tipo é, quem escreveu e o tamanho do que ficou calado.
Como foi feito
Cada um dos 258 textos foi lido inteiro por um modelo de inteligência artificial, com a régua acima, e recebeu nota, postura, tipo e o trecho mais forte. Os trechos foram conferidos contra o original. Depois, uma busca por palavras como almofadinha, adamado, eunuco, ademanes e Gomorra conferiu se algum texto tinha escapado. Na revisão, dois textos saíram por falta de assunto e dois tiveram a nota baixada.
As notas são julgamento de quem leu. Aqui pesa mais do que nos outros estudos, porque quase tudo depende de uma entrelinha, e outra leitura pode tirar um texto da lista ou pôr outro. O acervo só tem obras em domínio público, do século XVII à primeira metade do XX, e o estudo não mede a literatura brasileira inteira.
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